Olá meu blogzinho solitário. Quanto tempo não te visito, né?
Imagina as coisas que me aconteceram desde a última vez que postei. Na verdade,
tirei um tempo hoje, curtíssimo como sempre, pra te visitar. É como se
estivesse de volta à casa paterna. É a lembrança da goiabeira carregada no
quintal do meu avô. As pessoas que estão acostumadas a visitá-lo sempre me
perguntam de você:
- E aí, novidades? Querendo saber se você está com uma
roupinha nova.
Isto quer dizer: crônica nova.
Soam pra mim às vezes como uma cobrança, outras como uma
cumplicidade feliz. Que elo interessante eu, eles e você. Será que vai ser
difícil falar aquilo que eles estão precisando naquele momento? Ou será que as
coisinhas encucadas aqui na minha cachola vão ser exatamente aquelas que eles
estão vivendo. Acho que sim, né?
Porque se você parar pra pensar e vomitar as palavras aí,
elas vão estar inseridas no contexto deste planetinha louco de idéias e
viagens.
A melhor imagem que eu consegui para simplificar esta minha
análise foi a seguinte: sabe aquelas pedras que ficam no fundo do mar e o tempo
se encarrega de ir cravejando umas pedras preciosas no seu limbo?
Pois é: os comentários que meus amigos vão postando em cada
uma delas são um tesouro que quando eu iniciei esta brincadeirinha sequer
imaginei merecer.
Simplesmente aconteceu, fiquei rico.
(publicada originalmente no blog Uol - 10/9/2007

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